3 Motivos Para Amar a sua Ansiedade



Como assim amar a minha ansiedade? A ansiedade não é algo ruim? Como a gente pode gostar de coisa ruim e que faz a gente passar por coisas desagradáveis? A ansiedade já não foi considerada o mal do século? Calma, eu te explico!


Antes de falar sobre os 3 motivos Para Amar a sua Ansiedade, precisamos antes de mais nada saber o que de fato é ansiedade. Você sabe o que é ansiedade? Quais são os sintomas e causas?


Se você procurar no dicionário, vai encontrar os significados: mal estar físico e psíquico, impaciência, estresse, receio, inquietude, preocupação, apreensão, inquietação, desassossego, cuidado, angústia, agonia, aflição, aspiração, desejo, anseio, ambição, avidez. Se você prestar bastante atenção, vai ver que os significados são tanto negativos quanto positivos. Mas vamos então continuar falando sobre a ansiedade.


A ansiedade nada mais é do que uma reação de luta e fuga, ou seja, uma reação imediata do nosso corpo a uma ameaça ou perigo, seja real ou imaginário. Também denominadas de ansiedades imediatas ou de curto prazo. Agora vamos aos 3 Motivos para Amar a sua Ansiedade:



1. A Ansiedade tem o objetivo de te proteger de todos os perigos


A ansiedade nada mais é que um mecanismo de proteção ancestral. Desde os nossos antepassados que viviam no tempo das cavernas a ansiedade já existia. Aliás, foi a ansiedade que permitiu a sobrevivência humana.


Naqueles tempos, estamos falando de milhares de anos atrás, o perigo era real: haviam dinossauros, animais selvagens prontos para atacar. O ser humano precisava se proteger, atacar ou fugir, e o corpo precisava de rápidas respostas para se defender. Hoje em dia não temos mais dinossauros, mas temos os perigos de ficar doente, de ser assaltado, de perder o emprego, de ficar sem internet. Enfim, enfrentamos outros tipos de perigos, mas o nosso corpo não sabe dessa diferença. Nosso organismo continua reagindo da mesma forma que há milhares de anos atrás.




2. Durante a ansiedade o corpo está em harmonia pela sua sobrevivência


Quando algo nos deixa com medo, preocupados ou ansiosos, há então a liberação de adrenalina e noradrenalina na corrente sanguínea através do sistema nervoso simpático.


Esse sistema está fora do nosso controle. Essas substâncias percorrem todo o corpo de uma vez. Isso significa que o sistema nervoso simpático tende muito a ser um sistema “tudo ou nada”. Isto é, quando ativado, todas as suas partes vão reagir. Em outras palavras: ou todos os sintomas são experimentados ou nenhum deles o é. É raro que ocorram mudanças em apenas uma parte do corpo somente. Isto talvez explique o fato de a ansiedade envolverem tantos sintomas e não apenas um ou dois.


A respiração e os batimentos cardíacos se aceleram para levar mais sangue e oxigênio para os músculos entrarem em ação com mais força; o suor aumenta para resfriar o corpo e torna a pele mais escorregadia para evitar ser agarrado; os músculos se tensionam para lutar ou fugir; as pupilas se dilatam para facilitar a entrada de luz e ver os perigos; há uma significativa redução da atividade gastrointestinal para evitar processos desnecessários e economizar energia e assim por diante. Todo o nosso corpo responde aos perigos em harmonia para a nossa sobrevivência.



3. A ansiedade faz você reavaliar as suas estratégias de enfrentamento diante da vida


Uma vez que o sistema nervoso simpático é ativado, somente um desses pode desativá-lo: ou a ativação do sistema nervoso parassimpático (que restaura a sensação de prazer e relaxamento) ou a medicação psiquiátrica. Em ambas as situações, é necessário um esforço pessoal, um empurrão da vida ou uma série de reflexões acerca da sua situação atual e das próprias estratégias de enfrentamento. Chega um ponto que a situação está tão grave e os sintomas tão intensos, que você está decidido a fazer algo para aliviar a sua ansiedade. Isso significa que você já está revendo a sua vida e percebendo que algo precisa ser melhorado.


Uma vez tomada a decisão de melhorar a ansiedade, você então passa a estar preparado e disposto a mudar de vida e a seguir as orientações de um profissional de saúde, que pode ser um psicólogo e um psiquiatra. O psiquiatra irá lhe ajudar lhe receitando uma ou mais medicações para o alívio dos sintomas. O psicólogo irá lhe ajudar a encontrar as causas, os desencadeadores e a prevenir recaídas.



Além disso, ambos os profissionais irão lhe prescrever atividades para a ativação do sistema nervoso parassimpático:



- Atividade física regular: caminhadas, academia, bicicleta

- Praticar yoga ou relaxamento

- Técnicas de respiração

- Técnicas de mindfulness ou atenção plena

- Psicoterapia para reavaliar pensamentos, qualidades e limitações

- Rever mais amigos, conversar mais, se divertir mais

- Ter um hobby ou outra atividade relaxante e prazerosa

- Ouvir músicas mais relaxantes

- Entrar mais em contato com a natureza

- Ter animais de estimação

- Fazer acupuntura

- Fazer uma reeducação alimentar com alimentos mais funcionais

- Manter uma rotina mais regular

- Priorizar compromissos e atividades por ordem de importância

- Perdoar o passado e valorizar o presente


Essas são atitudes e atividades que aliviam e muito os sintomas de ansiedade. Todos os métodos juntos ( medicação, psicoterapia e novas atividades) trazem ainda mais benefícios em curto prazo. Você pode começar com uma ou duas e analisar os resultados. Caso a situação piore, não hesite em procurar ajuda profissional!




Artigo original de Patrícia Machado da Silva por Libertá Psicologia - Gama DF 4141-9004

Psicóloga CRP 01/9368





































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