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August 14, 2020

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O que comemorar no Dia dos Pais?

 

A palavra PAI é carregada de inúmeras denominações e significados. Cada filho vê o pai de um jeito e cada mãe percebe o papel de pai de uma forma. Vamos aos dois jeitos de ver o pai: no papel conjugal. e no papel parental. 

 

O papel Conjugal 

 

O homem mesmo antes de se tornar pai, se envolve afetivamente com uma mulher. Se envolver afetivamente significa se relacionar amorosamente e sexualmente, significa ter um relacionamento, seja passageiro ou duradouro, ou com idas e vindas na relação. O que importa aqui é a união de duas pessoas,  a união de um homem e uma mulher que decidem se unir por um determinado período de tempo. 

 

Hoje temos diferentes tipos de união que recebem diferentes denominações: "pegar", "ficar", "enrolar", "namorar", "noivar", "morar junto" (ou união estável), "casar de papel passado" (casamento civil) e "casar na igreja" (casamento religioso).  

 

O papel Parental 

 

Dessa união amorosa e sexual surgem os filhos. Com a chegada de um filho é que o pai e a mãe então passam a ter um papel  parental. Os filhos podem ser planejados ou não, aceitos ou rejeitados por um por por ambos os pais, mas ambos a partir dessa gravidez se tornam pais e mães. Inicia-se aqui o papel parental. 

 

Como se diz em um dizer popular: "Assim que nasce um filho, nasce também uma mãe". Eu vou um pouco mais longe do que isso. E digo que assim que nasce um filho nasce também um pai, um irmão, um avô, uma avó, um tio, uma tia.... E assim vai. Essa criança será inserida em um contexto familiar mais amplo, que não apenas pelo pai e pela mãe. Todos terão um vínculo familiar seja por ser "de sangue do meu sangue" ou por por uma convivência mais próxima ou mais distante. 

 

 

 

O pai presente é relativo 

 

O pai que se faz presente na vida da mulher ou companheira e de um filho é tido em nossa sociedade tradicionalmente como um "bom pai" por carregar os valores familiares de uma sociedade que espera estabilidade e reconhecimento de papéis bem definidos para homens e mulheres. Ele então se torna co-responsável pela vida e sobrevivência afetiva e financeira do lar e das crianças. Esse tipo de pai é o pai presente - presente. Ele mantém o vínculo conjugal e parental. 

 

Mas não só do pai tradicional se faz um pai presente. Tenho visto muitos pais separados

serem pais bem presentes na vida de seus filhos. Até mais presentes do que quando eram casados. Mas porque se separou e depois virou um bom pai? O que aconteceu ai?

 

Nesses casos vemos que quando o casal vive na mesma casa, as tarefas com os filhos são delegadas para a mãe, como se filho fosse só coisa de mãe. Mas quando há uma separação conjugal, o pai se dá conta do seu papel sem a interferência da mãe e acaba assumindo o valor que tem perante os filhos e perante à família que ele ajudou a construir.

Esse é o tipo de pai ausente - presente.  Classifico dessa forma porque o homem rompeu o vínculo conjugal, mas mantém o vínculo parental. 

 

E também vejo muitos pais presentes em casa e distantes dos filhos. São os casos das famílias rotuladas como "desestruturadas". Nesses casos o pai se faz presente na vida da companheira e dos filhos e muitas vezes ele é co-responsável pela sobrevivência financeira da família, mas não consegue se fazer presente emocionalmente para a família. Pelo menos da forma tradicional e carinhosa como esperam ou imaginam. Esse é o tipo de pai presente - ausente. Classificado assim porque esse homem mantém o vínculo conjugal, mora na mesma casa que a família, mas rompe o vínculo parental por algum ou vários motivos, mesmo dividindo o lar com a mãe e os filhos. 

 

 

O pai ausente

 

 

O pai ausente é aquele que realmente não participa da vida familiar ou da vida do filho. Esse homem então rompeu os vínculos conjugal e parental Muitas vezes ele não participa nem financeiramente da vida da família que constituiu, e quando o faz, é de forma obrigatória pela justiça.  

 

O pai ausente rompeu o vínculo com a mãe e consequentemente rompeu vínculo com os filhos também. Ele não participa da rotina diária, nem das questões da educação familiar. Ele delegou tudo à mãe. Esse tipo de pai também pouco visita ou acompanha os filhos e quando o faz é por pouco tempo, que em geral os leva para algum local público e os leva para casa da mãe no mesmo dia. Esse pai pouco se envolve emocionalmente, mas ele tem os seus motivos racionais ou emocionais que ele usa para se justificar agir assim. 

 

 

 

E como ficam os filhos  

 

Não importa o tipo de pai que a vida e a mãe tenham dado aos filhos, porque o mais importante é que esse homem existe e tem o seu valor sim. Seja na ausência ou na presença dele, seja do jeito que for e faça o que ele fizer, esse pai tem um papel fundamental na vida dos filhos. 

 

O maior problema disso tudo é que os filhos acabam tomando partido contra o pai e contra tudo o que ele é, tanto de bom quanto de ruim. Os filhos fazem isso por amor e por lealdade à mãe, por verem a dor dela e por ouvirem as falas duras e cheias de decepções e ressentimentos vindas contra o pai por todos os lados. 

 

A criança então entende que tudo o que se relaciona ao pai, seja na personalidade, genética, modos de se comportar, gostos e preferencias, anatomia e tudo mais é ruim e mal. E querem a todo custo repudiar o pai, se dizendo abandonados, esquecidos e se auto aclamando serem "sem pai".  As crianças agem assim porque se  solidarizam com a dor do papel de ex - exposa e do papel parental da mãe. 

 

Os filhos precisam saber que esse homem, que é também o  pai, foi escolhido pela mãe. A mãe, antes de ser mãe foi uma mulher que escolheu um homem para se relacionar,  que ela viu coisas boas nele: ela se apaixonou pelas qualidades, personalidade, jeito de ser, jeito de falar, comportamentos e tudo mais.

 

Os pais se uniram com amor e com esse amor os filhos foram gerados. Os filhos passam a ser então são metade mamãe e metade papai . Tanto nas qualidades quanto nos defeitos. 

Mas isso acaba sendo esquecido na fala das mães e das famílias também. Os prejuízos para as crianças são enormes.... 

 

 

O que comemorar no Dia dos Pais 

 

O que comemorar no dia dos Pais é bem simples mas grandioso: A VIDA! Sim, agradecer pela vida que esse pai proporcionou. Agradecer por ter escolhido a mãe certa e ter inserido os filhos num lugar do mundo e numa família também. Agradecer pela presença ou ausência dele. Porque foi a partir dessas experiências com ele ou sem ele que somos o que somos hoje. Celebre o que você tem!

 

Seu pai é presente - presente?

Agradeça a ele pela sua vida e faça muito do muito que ele pode dar para você. Ele já te deu a vida, o resto é com você. Faça valer a pena a sua vida!

 

Seu pai é ausente - presente

Agradeça a ele pela sua vida e faça muito do muito que ele pode dar para você. Ele já te deu a vida. O resto é com você. Faça valer a pena a sua vida!

 

Seu pai é presente - ausente?

Agradeça a ele pela sua vida e faça muito do pouco que ele pode dar para você. Ele já te deu a vida. O resto é com você. Faça valer a pena a sua vida!

 

Seu pai é ausente - ausente? 

Agradeça a ele pela sua vida e faça muito do pouco que ele pode dar para você. Ele já te deu a vida. O resto é com você. Faça valer a pena a sua vida!

 

 

 

Então, diga essas frases para você mesmo. Não importa o tipo de pai seja o seu: 

 

 

Pai, te agradeço pela minha vida.

 

Vou fazer muito do que você pôde me dar.

 

Você já me deu a vida. O resto é comigo.

 

Vou fazer a minha vida valer a pena!"  

 

 

 

 

 

 

Texto de Patrícia Machado da Silva Galeno 

Psicóloga clínica CRP 01/9368

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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