5 dicas para lidar com a curiosidade sexual infantil dos 3 aos 6 anos


Quando as crianças aparecem com as primeiras perguntas sobre o corpo e a sexualidade, muitos pais não sabem o que fazer. A dificuldade dos adultos em falar sobre esse assunto vem da própria história de vida e surgem as dúvidas: “Preciso falar alguma coisa? Devo tomar iniciativa para introduzir um assunto? Como responder a uma pergunta, o que dizer e até onde ir? “Será que tanta informação não acabará por estimular na direção errada?”. Bem, se você tem essas dúvidas, então nossas 5 dicas para lidar com a curiosidade infantil dos 3 aos 6 anos será muito útil para você.


A orientação sobre a sexualidade de forma clara e adequada à idade da criança traz diversos benefícios tanto para a criança tanto para os adultos. Em primeiro lugar, a criança que tem sua curiosidade saciada não precisará recorrer a outras pessoas e à internet para saber o que quer. Segundo, reforça os laços de confiança entre pais e filhos e a criança saberá a quem recorrer quando outras dúvidas surgirem. E o mais importante, é que crianças esclarecidas correm menos riscos de sofrerem abuso sexual e tendem a ter uma vida sexual adulta mais responsável.


Então, quando as dúvidas e perguntas começarem nessa fase de 3 à 6 anos, esteja preparado e calmo para responder o que a criança quer saber. Seguem 5 dicas para lidar com a sexualidade infantil dos 3 aos 6 anos:


Dica # 1: Fale de forma clara e direta.


Quando as crianças perguntam, elas só querem saciar a sua curiosidade de forma clara para que possam entender o que não compreendem ainda. Então, responda de forma objetiva, sem rodeios. Por exemplo: “Papai, porque a mamãe não tem pipi?”. O pai pode responder: “Porque só meninos tem pipi, meninas não tem pipi”.


Dica # 2: Responda apenas o que foi perguntado.


As crianças não precisam de uma aula completa sobre sexualidade e reprodução humana. Elas ficarão confusas e continuarão com as mesmas dúvidas. A tendencia é que perguntarão mais e mais até saberem o que precisam. O mesmo pode ocorrer quando você der uma resposta insuficiente. A curiosidade da criança vai aumentar até ela compreender o que procura. “Mamãe, porque você beija o papai na boca?” A mãe responde: “Adultos se beijam na boca quando são casados ou namorados, mas crianças se beijam nas bochechas”.


Dica # 3: Esclareça as diferenças entre os órgãos sexuais.


Fale das diferenças sexuais de forma simples, informando que os órgãos sexuais de meninos e meninas são diferentes. Fale também das funções de cada um, por exemplo como os meninos e as meninas fazem xixi. Mas tenha claro que o maior exemplo é o dos pais. Explique como ficarão os órgãos sexuais quando a criança ficar adulta, igual ao da mamãe ou igual ao do papai.


Dica # 4: Use brinquedos ou livros que representem os papéis de homem e mulher.


Brinquedos e livros são ótimos recursos para representar papéis de masculino e feminino. A menina se tornará uma mulher e o menino se tornará um homem. Utilize brinquedos que representam a simulação de papéis, como bonecos parecidos com o papai ou maquiagem para ficar parecido com a mamãe. Aqui vale falar das diferenças e igualdades de vestimentas, calçados, tipos de cabelos, tipos de comportamentos esperados para cada sexo. O mais importante é valorizar ambos os gêneros, sem sexismos ou discriminações.


Dica # 5: Procure ajuda profissional.


Há casos em que os pais se sentem completamente perdidos e não sabem o que dizer ou como explicar para a criança, por ser um assunto cheio de mitos e carregado de preconceitos. Outros pais já confundem a curiosidade sexual com o medo de que o filho esteja sendo vítima de abuso sexual. Procurar ajuda profissional é sinal de amor e cuidado e o profissional vai orientar toda a família no campo da sexualidade, com toda a seriedade e delicadeza que o tema merece.


Para saber mais, fale com a psicóloga. Para saber como podemos ajudar você e seu filho, veja como funciona nosso Programa de Orientação de Pais.

Por Psicóloga Patrícia Machado (CRP 01/9368).

MBA em Clínica Interdisciplinar da Infância e Adolescência e Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental.

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